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Calma

Pedes-me calma, E eu digo-te que tenho, mas se soubesses a minha inquietação de te querer, como se o mundo acabasse hoje e eu não quisesse deixar nada por viver, nada por fazer e nada por dizer… E tu voltas a pedir-me calma… e da minha boca saem palavras directamente do coração, onde a razão não tem espaço, mas que naquele lugar e naquele momento, aquelas palavras têm que ser ditas, como se rebentasse se as deixasse caladas dentro de mim… E eu peço-me calma, porque a vida há-de correr, as coisas hão-de acontecer; Mas e se não acontecerem? E se não correrem? O que tenho por dizer, deixa de ser dito? O que tenho para te dar, deixa de ser dado? Eu não consigo! Eu preciso dizer tudo, mesmo correndo o risco de te afastar, eu preciso que saibas tudo – só assim serei eu! E depois, eu não sei ser de outra maneira. Tudo na minha vida é vivido assim, intensamente!

Segura-me

Segura-me no teu abraço, Agarra-me com força, Reserva-me o teu peito, para que eu possa pousar a minha cabeça, Dá-me a tua mão, quando me sentir cair, Mostra-me um sorriso quando precisar de força, Seca as minhas lágrimas e acalma os meus pesadelos, Dá-me a tua presença ainda que não estejas comigo. E eu, Segurar-te-ei no meu abraço, Quebrarei os muros que construíste em teu redor, Dar-te-ei a minha mão sempre que dela precisares, e Reservar-te-ei o meu colo para que possas nele encontrar paz.

A Carta

Talvez já te devesse ter dito isto há mais tempo, talvez isto não tenha significado nenhum, talvez eu seja uma tola e não tenha consciência disso.., Mas preciso de me libertar e essa libertação passa por te dirigir alguma palavras que estão entalas na minha garganta e me prendem a respiração. Foste a maior desilusão da minha vida! Talvez porque depositei em ti desmesuradas expectativas, e aí talvez o erro tenha sido meu! Mas esperava de ti mais lealdade, mais amizade, mais amor! E de repente eu compreendi que não existia nada disso entre nós, que partilhávamos a mesma casa, os mesmos filhos a mesma vida, mas era só isso, não havia diálogo, não havia compreensão, não havia entendimento e o pior de tudo, não havia amor! Quando me confrontei com esse facto, com a ideia de que tinha vivido um período da minha vida numa mentira, senti-me destruída, sem chão, sem amparo. E odiei-te, odiei-te profundamente! Porque me senti traída, enganada, abandonada... E chorei tanto, todos os dias! E …
Preocupamo-nos muito com coisas que nem chegam a acontecer, fixamos âncoras em lugares e pessoas que nunca chegámos a conhecer. Reclamamos muito por tudo aquilo que achamos que precisamos ter, e não no damos conta que a sorte chega - quase sempre - a seguir ao verbo perder (autor desconhecido)

Canção Simples - Tiago Bettencourt

Há qualquer coisa de leve na tua mão qualquer coisa que aquece o coração há qualquer coisa quente quando estas qualquer coisa que prende e nos desfaz e fazes muito mais que um sol fazes muito mais que um sol a forma dos teus braços sobre os meus os tempo dos meus olhos sobre os teus mexo nos teus ombros para provar tudo aquilo que pediste para mudar fazes muito mais que um sol fazes muito mais que um sol fazes muito mais que um sol fazes muito mais... tens os raios fortes a queimar todo o gelo foi o que construí entras no meu sangue devagar e eu transbordava dentro de ti tens os raios brancos como o rio sou eu que saio do escuro para te ver tens os raios puros no luar sou quem grita fogo para te ter fazes muito mais que o sol fazes muito mais que o sol fazes muito mais que o sol fazes muito mais... quero ver as cores que tu vês para saber a dança que tu és quero ser o vento que te faz quero ser o espaço onde estás deixa ser tão leve a tua mão para ser tão simples a canção deix…

Indiferença

Tudo o que eu vejo é Indiferença. Indiferença por nós, por mim, pelo que foi construído! Tudo o que vejo é indiferença pelo que tínhamos, pelo que éramos. A indiferença é o que há entre nós. O tanto que possuíamos resume-se, agora, em nada! Em pura indiferença. No seguir o caminho, encolhendo os ombros... Se ao menos eu também conseguisse sentir-me indiferente... Se ao menos eu também pudesse ignorar tudo o que significaste para mim... Se ao menos eu te conseguisse arrancar de dentro de mim, dando-me uma oportunidade de ser feliz! Se ao menos eu conseguisse tudo isso, a tua indiferença não me destruiria.

Recordação!

Já não te lembras de mim? Já não te lembras de nós? Já não te lembras de quando chorávamos juntos, de quando nos apoiávamos? Já não te lembras de quando ríamos e saímos de carro sem destino? Já não te lembras de todas as juras de amor, do "amo-te sempre e para sempre"? Já não te lembras? já não te lembras dos planos? Já não te lembras que íamos envelhecer juntos, um ao lado do outro? Já não te lembras quando dávamos as mãos e as nossas almas se uniam? não te lembras? Eu lembro-me, todos os dias da minha vida!