Deixas em mim tanto de ti - Pedro Abrunhosa



A noite não tem braços que te impeçam de partir,

Nas sombras do meu quarto há mil sonhos por cumprir,

Não sei quanto tempo fomos, nem sei se te trago em mim.
Sai do vento onde te invento assim

Não sei se a luz da manha nem sei o que resta em nós, sai das ruas que corremos sós.
Porque tu deixas em mim tanto de ti, matam-me os dias as mãos vazias de ti...

A estrada ainda é longa 100km de chão quando a espera não tem fim

há distância sem perdão.
Não sei quanto tempo fomos nem sei se te trago em mim...
saí do vento onde te invento assim...

Não sei se a luz da manha, não sei o que resta em nós.


Sai das ruas que corremos sós

Porque tu deixas em mim tanto de ti...

Matam-me os dias as mãos vazias de ti...

Navegas escondida,

Perdes nas mãos o meu corpo,

Beijas-me um sopro de vida

Como um barco abraça o porto

Porque tu deixas em mim tanto de ti

Matam-me os dias as mãos vazias de ti

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