Calma

Pedes-me calma, E eu digo-te que tenho, mas se soubesses a minha inquietação de te querer, como se o mundo acabasse hoje e eu não quisesse deixar nada por viver, nada por fazer e nada por dizer… E tu voltas a pedir-me calma… e da minha boca saem palavras directamente do coração, onde a razão não tem espaço, mas que naquele lugar e naquele momento, aquelas palavras têm que ser ditas, como se rebentasse se as deixasse caladas dentro de mim… E eu peço-me calma, porque a vida há-de correr, as coisas hão-de acontecer; Mas e se não acontecerem? E se não correrem? O que tenho por dizer, deixa de ser dito? O que tenho para te dar, deixa de ser dado? Eu não consigo! Eu preciso dizer tudo, mesmo correndo o risco de te afastar, eu preciso que saibas tudo – só assim serei eu! E depois, eu não sei ser de outra maneira. Tudo na minha vida é vivido assim, intensamente!

Comentários

Mensagens populares deste blogue

A Carta

Canção Simples - Tiago Bettencourt